O feriado da Páscoa foi ótimo. Tivemos aqui no Rio o encontro das amigas virtuais vindas de São Paulo, Belo Horizonte e Buenos Aires, além das cariocas.
quarta-feira, 11 de abril de 2007
Feriado da Páscoa
O feriado da Páscoa foi ótimo. Tivemos aqui no Rio o encontro das amigas virtuais vindas de São Paulo, Belo Horizonte e Buenos Aires, além das cariocas.
quinta-feira, 5 de abril de 2007
Ainda as férias

Acho que as férias foram poucas. Seria ideal algo em torno de 60 dias.
Não terminei de ler o livro que estava lendo. Li um pouco dele, mas li bastante publicações aqui e ali. Portanto, não me ative em um só assunto, ou uma só leitura.
Comi os camarões que me propus comer.
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Aconteceu um lance engraçado: no segundo dia que estávamos na praia de Ponta Negra -a mais plebe de todas as praias de Natal- onde estávamos hospedados, fomos abordados por um rapaz que fazia contato com pessoas previamente selecionadas por ele, que, na sua ótica, seriam pessoas abastadas (isso ele não falou, nós percebemos. Em relação a nós foi ledo engano seu), bom, depois de se apresentar como auxiliar de consultoria, ou algo assim, ele nos convidou para assistirmos uma palestra naquela noite no Hotel Pestana.
Fazia parte do convite um jantar para dois. Importantíssimo confirmar o comparecimento, caso contrário ele poderia ser prejudicado, pois estava nos indicando. - Ok. Ok. nós iremos. Mesmo assim, horas depois, recebi no celular um chamado para confirmação do comparecimento ao evento. Fomos, lá chegando, hotel 5 estrelas lindíssimo.
Praia particular, o que, diga-se de passagem, achei um absurdo. Detesto isso de hotel ter praia particular. Isso não existe, é blefe. Mas está lá, cercada de piscinas e cerquinhas vivas impedindo entrada de pessoas que não sejam hóspedes. Bom, chegando lá fomos bastante bem recepcionados, acomodados. Logo depois uma consultora muito simpática, bonita e educada nos recebeu, nos conduziu até uma mesa em uma enorme sala, nos convidou a sentar e começou a palestra.
PALESTRA!!?? Não, aquilo não era uma palestra, era mais uma entrevista com uma consultora muito bem treinada.. bonita.. educada e etc e tal. Já de início, alem do jantar, nos ofereceu um final de semana (3 dias e 2 noites) em um Hotel Pestana a escolher aqui no Brasil.
A-ha... acreditando que nada é de graça, como se diz: o jantar sempre é pago, ou antes, ou durante, ou depois, mas nunca é de graça, esperamos pra ver no que ia dar tanta gentileza.
De uma coisa tínhamos certeza; eles pensavam que éramos ricos e nós sabíamos que não éramos.
Bom, eles queriam nos vender um plano-pacote-ou-sei-lá-que-nome-tem espetacular, irrecusável e carésimo.
Ela não conseguiu nos convencer a aderir ao tal plano. Chamou um colega, nervosinho esse. Piorou, caímos fora. Mas aceitamos o jantar, afinal esse foi o motivo pra comparecermos a tal palestra que virou consultoria. O jantar era Uma Noite Nordestina, coisa que eu não estava a fim de perder de jeito algum. Depois do jantar teve espetáculo de maculelê e capoeira. Acima, na foto, detalhe da mesa.
As aparências enganam. Não é possível que tenhamos passado essa imagem de gente com grana. Seria a aparência européia do Antonio?
Trouxemos conosco o vaucher para a hospedagem brinde. Porém, naquela mesma noite decidimos não aceitar o convite. Ele ficará no fundo de uma gaveta qualquer, não será usado. Não faz parte do nosso mundo.
As férias foram ótimas

Estava tão angustiada, tão cansada que acreditava que não descansaria nem mesmo estando em Natal/RN, lugar lindo, praias tranquilas, povo idem.
Mas, incrível. Consegui.
Já no segundo dia estava mais tranquila.
No terceiro rolou caipirinha. A descontração foi gradativa.
Não encontrei exatamente uma piscina natural - embora em Natal seja o que mais há - preferi a praia e a piscina do hotel na volta.
quarta-feira, 14 de março de 2007
Dia diferente

Primeiro dia de férias, só viajo daqui a três dias. Há muito tempo não tinha um dia igual ao de hoje, pouco falei, atendi quatro ou cinco telefonemas. A minha faxineira está aqui, trocamos algumas palavras sobre a saúde dela, seus filhos, o calor, a falta de chuvas. Se ela não estivesse aqui certamente não teria falado com ninguém pessoalmente. Isso durante o dia porque a noite o povo da casa chegou.
Mesmo sozinha e tentando relaxar, a dor no estômago durou quase que o dia inteiro. Por volta das 5 da tarde conversei, por telefone, com uma amiga que é médica, falei da dor e ela sugeriu um remédio que até tinha aqui em casa. Tomei e a dor começou a ceder. Agora tá querendo voltar. Sai... sai... sai deste corpo que não te pertence, ó dor cretina!
O amor é que é essencial
O sexo é só um acidente
Pode ser igual
Ou diferente
O homem não é um animal
É uma carne inteligente,
Embora as vezes doente.
Fernando Pessoa
L'enfer c'est les autres
O inferno são os outros
Sartre
terça-feira, 13 de março de 2007

Putz, nem acredito que estou de férias. Poder ser eu mesma por 10 dias é tudo o que mais quero. Sem horários. Ler, continuar lendo O Livreiro de Cabul, que apesar de bom não acabo nunca. Praia. Ano passado foi no frio, agora será no calor. Quero comer camarão, mais do que já como. Louca pra andar descalça, caminhar bem junto a água do mar. Mar cristalino de Natal.
Quero descanso de gente chata, gente boa, gente não tão boa. Gente simpática, gente menos. Gente com boa vontade, gente querendo usar a minha boa vontade. Quero encontrar uma lagoinha, menor que seja, mas que seja acolhedora. Quero entrar nesse útero. Renovar, revigorar. Trocar a minha pele.
segunda-feira, 12 de março de 2007
Saldo 2006

2006 foi o melhor dos últimos doze anos.
Meu marido recuperou a saúde em janeiro, isso depois de 15 meses doente.
Em Maio fizemos uma viagem ao Chile. Conhecemos Pucon. Adorei este lugar mágico. Ficaria lá para sempre.Será? Bom, talvez por uns tempos. A foto acima é de lá.
Em julho, depois de um pedido de ajuda do meu irmão em relação a nossa mãe, tomei uma atitude radical. Trouxe a nossa mãe pra tratamento de saúde e para morar definitivamente aqui no Rio. Ela nunca quis nem sequer ouvir falar na possibilidade de vir morar aqui. Mas, diante do quadro que se apresentava ela não teve muita escolha. Eu fiquei radiante com a possibilidade de poder ajudá-la.
E estou conseguindo, ela está bemmmmmmmmmmm melhor do que quando chegou aqui, felizmente.
Início
19.02.2006
8 anos de idade, o dia estava muito quente, as chuvas viriam. Minhas plantinhas que eu cultivava estavam bem em cima da pedra mais alta. Lindas Begônias e outras como Dinheiro em Penca e muitas mais. Quando começou a chover de não mais parar eu não queria acreditar de jeito nenhum. Pedia a minha mãe pra pegar as plantas, para ela pedir ao seu empregado. Ela me disse que seria impossível; era muita água, correnteza muito forte.
Assim, eu via, desolada, uma a uma as minhas plantinhas irem embora. Meu desespero era enorme, choro convulsivo.
Eu era uma menina solitária, sem amiguinhas por perto, as plantas e minhas bonecas feitas com folhinhas eram as minhas companheiras. Não soube lidar com essa perda.
Nunca mais eu soube cultivar plantas. Houve uma tentativa, sim. Isso muitos anos depois quando eu morei em Brasília. Lá, devido ao clima do serrado ou sei lá o quê, as plantas ficavam viçosas. Mas, foi por pouco tempo. Logo tive que voltar ao Rio e nunca mais consegui ter uma plantinha decente. Não que não tivesse tentado.
Havia uma pedra achatada bem na beira do ribeirão, por cima uma árvore com uma bela copa. Ali era um dos meus refúgios. Era onde eu passava as tardes com as minhas bonecas de folhinhas, minhas amiguinhas imaginárias.
Foi sentada nesta pedra que eu li o meu primeiro livro “O Conde de Monte Cristo”, era um livro do meu primo. Ele havia brigado com o pai dele e ficou uns tempos hospedado lá em casa. Isso sempre acontecia, ele brigava em casa dele e ia lá pra nossa casa. Depois que li este livro peguei um outro dele, mas lembro que esse novo era bem violento e me deixou com medo, meio horrorizada com a história de morte e violência.
8 anos de idade, o dia estava muito quente, as chuvas viriam. Minhas plantinhas que eu cultivava estavam bem em cima da pedra mais alta. Lindas Begônias e outras como Dinheiro em Penca e muitas mais. Quando começou a chover de não mais parar eu não queria acreditar de jeito nenhum. Pedia a minha mãe pra pegar as plantas, para ela pedir ao seu empregado. Ela me disse que seria impossível; era muita água, correnteza muito forte.
Assim, eu via, desolada, uma a uma as minhas plantinhas irem embora. Meu desespero era enorme, choro convulsivo.
Eu era uma menina solitária, sem amiguinhas por perto, as plantas e minhas bonecas feitas com folhinhas eram as minhas companheiras. Não soube lidar com essa perda.
Nunca mais eu soube cultivar plantas. Houve uma tentativa, sim. Isso muitos anos depois quando eu morei em Brasília. Lá, devido ao clima do serrado ou sei lá o quê, as plantas ficavam viçosas. Mas, foi por pouco tempo. Logo tive que voltar ao Rio e nunca mais consegui ter uma plantinha decente. Não que não tivesse tentado.
Havia uma pedra achatada bem na beira do ribeirão, por cima uma árvore com uma bela copa. Ali era um dos meus refúgios. Era onde eu passava as tardes com as minhas bonecas de folhinhas, minhas amiguinhas imaginárias.
Foi sentada nesta pedra que eu li o meu primeiro livro “O Conde de Monte Cristo”, era um livro do meu primo. Ele havia brigado com o pai dele e ficou uns tempos hospedado lá em casa. Isso sempre acontecia, ele brigava em casa dele e ia lá pra nossa casa. Depois que li este livro peguei um outro dele, mas lembro que esse novo era bem violento e me deixou com medo, meio horrorizada com a história de morte e violência.
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