
Acho que as férias foram poucas. Seria ideal algo em torno de 60 dias.
Não terminei de ler o livro que estava lendo. Li um pouco dele, mas li bastante publicações aqui e ali. Portanto, não me ative em um só assunto, ou uma só leitura.
Comi os camarões que me propus comer.
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Aconteceu um lance engraçado: no segundo dia que estávamos na praia de Ponta Negra -a mais plebe de todas as praias de Natal- onde estávamos hospedados, fomos abordados por um rapaz que fazia contato com pessoas previamente selecionadas por ele, que, na sua ótica, seriam pessoas abastadas (isso ele não falou, nós percebemos. Em relação a nós foi ledo engano seu), bom, depois de se apresentar como auxiliar de consultoria, ou algo assim, ele nos convidou para assistirmos uma palestra naquela noite no Hotel Pestana.
Fazia parte do convite um jantar para dois. Importantíssimo confirmar o comparecimento, caso contrário ele poderia ser prejudicado, pois estava nos indicando. - Ok. Ok. nós iremos. Mesmo assim, horas depois, recebi no celular um chamado para confirmação do comparecimento ao evento. Fomos, lá chegando, hotel 5 estrelas lindíssimo.
Praia particular, o que, diga-se de passagem, achei um absurdo. Detesto isso de hotel ter praia particular. Isso não existe, é blefe. Mas está lá, cercada de piscinas e cerquinhas vivas impedindo entrada de pessoas que não sejam hóspedes. Bom, chegando lá fomos bastante bem recepcionados, acomodados. Logo depois uma consultora muito simpática, bonita e educada nos recebeu, nos conduziu até uma mesa em uma enorme sala, nos convidou a sentar e começou a palestra.
PALESTRA!!?? Não, aquilo não era uma palestra, era mais uma entrevista com uma consultora muito bem treinada.. bonita.. educada e etc e tal. Já de início, alem do jantar, nos ofereceu um final de semana (3 dias e 2 noites) em um Hotel Pestana a escolher aqui no Brasil.
A-ha... acreditando que nada é de graça, como se diz: o jantar sempre é pago, ou antes, ou durante, ou depois, mas nunca é de graça, esperamos pra ver no que ia dar tanta gentileza.
De uma coisa tínhamos certeza; eles pensavam que éramos ricos e nós sabíamos que não éramos.
Bom, eles queriam nos vender um plano-pacote-ou-sei-lá-que-nome-tem espetacular, irrecusável e carésimo.
Ela não conseguiu nos convencer a aderir ao tal plano. Chamou um colega, nervosinho esse. Piorou, caímos fora. Mas aceitamos o jantar, afinal esse foi o motivo pra comparecermos a tal palestra que virou consultoria. O jantar era Uma Noite Nordestina, coisa que eu não estava a fim de perder de jeito algum. Depois do jantar teve espetáculo de maculelê e capoeira. Acima, na foto, detalhe da mesa.
As aparências enganam. Não é possível que tenhamos passado essa imagem de gente com grana. Seria a aparência européia do Antonio?
Trouxemos conosco o vaucher para a hospedagem brinde. Porém, naquela mesma noite decidimos não aceitar o convite. Ele ficará no fundo de uma gaveta qualquer, não será usado. Não faz parte do nosso mundo.
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