quarta-feira, 14 de março de 2007

Dia diferente


Primeiro dia de férias, só viajo daqui a três dias. Há muito tempo não tinha um dia igual ao de hoje, pouco falei, atendi quatro ou cinco telefonemas. A minha faxineira está aqui, trocamos algumas palavras sobre a saúde dela, seus filhos, o calor, a falta de chuvas. Se ela não estivesse aqui certamente não teria falado com ninguém pessoalmente. Isso durante o dia porque a noite o povo da casa chegou.

Mesmo sozinha e tentando relaxar, a dor no estômago durou quase que o dia inteiro. Por volta das 5 da tarde conversei, por telefone, com uma amiga que é médica, falei da dor e ela sugeriu um remédio que até tinha aqui em casa. Tomei e a dor começou a ceder. Agora tá querendo voltar. Sai... sai... sai deste corpo que não te pertence, ó dor cretina!

O amor é que é essencial
O sexo é só um acidente
Pode ser igual
Ou diferente
O homem não é um animal
É uma carne inteligente,
Embora as vezes doente.

Fernando Pessoa


L'enfer c'est les autres
O inferno são os outros

Sartre

terça-feira, 13 de março de 2007


Putz, nem acredito que estou de férias. Poder ser eu mesma por 10 dias é tudo o que mais quero. Sem horários. Ler, continuar lendo O Livreiro de Cabul, que apesar de bom não acabo nunca. Praia. Ano passado foi no frio, agora será no calor. Quero comer camarão, mais do que já como. Louca pra andar descalça, caminhar bem junto a água do mar. Mar cristalino de Natal.
Quero descanso de gente chata, gente boa, gente não tão boa. Gente simpática, gente menos. Gente com boa vontade, gente querendo usar a minha boa vontade. Quero encontrar uma lagoinha, menor que seja, mas que seja acolhedora. Quero entrar nesse útero. Renovar, revigorar. Trocar a minha pele.

segunda-feira, 12 de março de 2007

Saldo 2006



2006 foi o melhor dos últimos doze anos.
Meu marido recuperou a saúde em janeiro, isso depois de 15 meses doente.

Em Maio fizemos uma viagem ao Chile. Conhecemos Pucon. Adorei este lugar mágico. Ficaria lá para sempre.Será? Bom, talvez por uns tempos. A foto acima é de lá.

Em julho, depois de um pedido de ajuda do meu irmão em relação a nossa mãe, tomei uma atitude radical. Trouxe a nossa mãe pra tratamento de saúde e para morar definitivamente aqui no Rio. Ela nunca quis nem sequer ouvir falar na possibilidade de vir morar aqui. Mas, diante do quadro que se apresentava ela não teve muita escolha. Eu fiquei radiante com a possibilidade de poder ajudá-la.

E estou conseguindo, ela está bemmmmmmmmmmm melhor do que quando chegou aqui, felizmente.

Início

19.02.2006

8 anos de idade, o dia estava muito quente, as chuvas viriam. Minhas plantinhas que eu cultivava estavam bem em cima da pedra mais alta. Lindas Begônias e outras como Dinheiro em Penca e muitas mais. Quando começou a chover de não mais parar eu não queria acreditar de jeito nenhum. Pedia a minha mãe pra pegar as plantas, para ela pedir ao seu empregado. Ela me disse que seria impossível; era muita água, correnteza muito forte.
Assim, eu via, desolada, uma a uma as minhas plantinhas irem embora. Meu desespero era enorme, choro convulsivo.

Eu era uma menina solitária, sem amiguinhas por perto, as plantas e minhas bonecas feitas com folhinhas eram as minhas companheiras. Não soube lidar com essa perda.

Nunca mais eu soube cultivar plantas. Houve uma tentativa, sim. Isso muitos anos depois quando eu morei em Brasília. Lá, devido ao clima do serrado ou sei lá o quê, as plantas ficavam viçosas. Mas, foi por pouco tempo. Logo tive que voltar ao Rio e nunca mais consegui ter uma plantinha decente. Não que não tivesse tentado.

Havia uma pedra achatada bem na beira do ribeirão, por cima uma árvore com uma bela copa. Ali era um dos meus refúgios. Era onde eu passava as tardes com as minhas bonecas de folhinhas, minhas amiguinhas imaginárias.

Foi sentada nesta pedra que eu li o meu primeiro livro “O Conde de Monte Cristo”, era um livro do meu primo. Ele havia brigado com o pai dele e ficou uns tempos hospedado lá em casa. Isso sempre acontecia, ele brigava em casa dele e ia lá pra nossa casa. Depois que li este livro peguei um outro dele, mas lembro que esse novo era bem violento e me deixou com medo, meio horrorizada com a história de morte e violência.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Boa noite... bom dia

Final de mês, do mês de fevereiro de 2007. Tomara que este mês acabe logo e nunca mais a nossa cidade passe por outro com igual conteúdo.