domingo, 25 de novembro de 2007

Exemplo de vida


Este é um espaço meu, onde falo de mim e de coisas e/ou pessoas que gosto e que de uma maneira ou outra fizeram ou fazem parte da minha vida. Algumas dessas pessoas eu não quero esquecer. Outras foram ou são exemplos para mim. Tem aquelas cuja vida é pública e são igualmente admiradas por mim, seja por suas idéias ou por suas ações, mesmo sem as conhecer e sem a mínima possibilidade de um dia conhece-las pessoalmente.

Vou publicar aqui um artigo que recebi da minha amiga Beate (Obrigada, Bia) e que me deixou encantada. Em anexo a foto da médica investigadora.

Rita Levi-Montalcini (Médica e investigadora italiana)

1909-


Médica e investigadora italiana. Não são muitas as mulheres que já receberam o Prêmio Nobel da Medicina, mas, para lá desse prestigiado prêmio, toda a vida de Rita Levi-Montalcini é recheada de interesse. Nasceu em Turim, numa família judia, em 1909 e teve uma irmã gêmea. Rita e os outros três irmãos tiveram uma infância feliz. Rita cresceu, estudou e foi para um colégio, com a irmã. Paula enveredou pela carreira artística, a irmã mais velha Nina, casou e foi dona de casa a tempo inteiro e Rita refugiou-se na leitura. Leu Virginia Woolf e Selma Lagerlöf. Freqüentou a Universidade de Turim seis anos. Mais tarde recordaria a sensação estranha que teve à primeira vez que entrou num Instituto de Anatomia. Havia mais cinco alunas no seu curso. Rita tinha de estudar os cadáveres e perscrutar os tecidos através do microscópio. Levou o seu curso de Medicina muito a sério e depois optou pela investigação. Pesquisou as células e suas mutações, bem como os nervos sensoriais. De 1945 a 1947 foi assistente do Prof. Levi, em 1947 partiu para Washington para a Universidade de Saint Louis, onde passou grande parte da sua vida de investigadora. Continuando os estudos sobre o sistema nervoso chegou à descoberta de uma proteína que regula o crescimento dos tecidos, a que foi dado o nome de Nerve Grrowth Factor (NGF). Em 1986 recebeu o Prêmio Nobel da Fisiologia e Medicina, partilhado com Cohen. É uma nonagenária particularmente bonita e manteve uma vida familiar paralela à investigação. Deixou várias obras da especialidade, a última na área da neurologia. Em 1999 ainda estava ativa e Roma organizou um simpósio científico na passagem dos 90 anos. Tem dupla nacionalidade. Italiana e norte-americana. A contribuição de Rita Levi-Montalcini no campo da neurociência é assinalável. É presidente honorária da Associação Italiana de Esclerose Múltipla.


Dra. Rita Levi, tem 96 anos e recebeu o Prêmio Nobel de Medicina há 19 anos, quando tinha 77. Ela nasceu em Turín, Itália em 1909 e obteve o titulo de Medicina na especialidade de Neurocirurgia. Por causa de sua ascendência judia se viu obrigada a deixar a Itália um pouco antes do começo da II Guerra Mundial. Emigrou para os Estados Unidos onde trabalhou no Laboratório Victor Hambueger do Instituto de Zoologia da Universidade de Washington de Saint Louis. Seus trabalhos junto com Stanley Cohen serviram para descobrir que as células solo começam a se reproduzir quando recebem a ordem para isso, ordem que é transmitida por umas substâncias chamadas fatores do crescimento. Obteve o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina no ano 1986, que compartilhou com Stanley Cohen. Entrevista concedida em 22/12/2005:

Como vai celebrar seus 100 anos?

-Ah, não sei se viverei até lá, e, além disso, não gosto de celebrações. No que eu estou interessada e gosto é do que faço cada dia!

E o que você faz?

-Trabalho para dar uma bolsa de estudos para as meninas africanas para que estudem e prosperem... elas e seus países. E continuo investigando, continuo pensando.

Não vai se aposentar?

-Jamais! Aposentar-se é destruir cérebros! Muita gente se aposenta e se abandona... E isso mata seu cérebro. E adoece.

E como está seu cérebro?

-Igual a quando tinha 20 anos! Não noto diferença no que se refere à capacidade de ter ilusões nem em capacidade propriamente. Amanhã vôo para um congresso médico.

Mas terá algum limite genético?

- Não. Meu cérebro vai ter um século..., mas não conhece a senilidade! O corpo se enruga, não posso evitar, mas não o cérebro!

Como você faz isso?

> - Possuímos grande plasticidade neural: ainda quando morrem neurônios, os que restam se reorganizam para manter as mesmas funções, mas para isso é conveniente estimulá-los!

Ajude-me a fazê-lo.

-Mantenha seu cérebro com ilusões, ativo, faça-o trabalhar e ele nunca se degenera.

E viverei mais anos?

-Viverá melhor os anos que vive, é isso o interessante. A chave é manter curiosidades, empenho, ter paixões...

A sua foi a investigação cientifica...

-Sim e segue sendo.

Descobriu como crescem e se renovam as células do sistema nervoso...

-Sim, em 1942: dei o nome de Nerve Growth Factor (NGF, fator do crescimento nervoso), e durante quase meio século houve dúvidas, até que foi reconhecida sua validade e em 1986 me deram o prêmio por isso.

Como foi que uma garota italiana dos anos vinte converteu-se em neurocientista?

-Desde menina tive o empenho de estudar. Meu pai queria me casar bem, que fosse uma boa esposa, boa mãe... E eu não quis. Fui firme e confessei que queria estudar.

Seu pai ficou magoado?

Sim, mas eu não tive uma infância feliz: sentia-me feia, tonta e pouca coisa... Meus irmãos maiores eram muito brilhantes e eu me sentia tão inferior...

Vejo que isso foi um estímulo...

- Meu estímulo foi também o exemplo do médico Albert Schweitzer, que estava na África para ajudar com a lepra. Desejava ajudar aos que sofrem, isso era meu grande sonho...!

E você, o que tem feito com sua ciência?

- Hoje, ajudando as meninas da África para que estudem. Lutamos contra a enfermidade, a opressão da mulher nos paises islâmicos, por exemplo, além de outras coisas...!

A religião freia o desenvolvimento cognitivo?

-A religião marginaliza muitas vezes a mulher perante o homem, afastando-a do desenvolvimento cognitivo, mas algumas religiões estão tentando corrigir essa posição.

Existem diferencias entre os cérebros do homem e da mulher?

- Só nas funções cerebrais relacionadas com as emoções, vinculadas ao sistema endócrino. Mas quanto às funções cognitivas, não tem diferença alguma.

Por que ainda existem poucas cientistas?

- Não é assim! Muitos descobrimentos científicos atribuídos a homens, realmente foram feitos por suas irmãs, esposas e filhas.

É verdade?

- A inteligência feminina não era admitida e era deixada na sombra. Hoje, felizmente, tem mais mulheres que homens na investigação cientifica: as herdeiras de Hipatia!

A sábia Alexandrina do século IV...

- Já não vamos acabar assassinadas nas ruas pelos monges cristãos misóginos, como ela. Claro, o mundo tem melhorado algo...

Ninguém tem tentado assassinar você...

- Durante o fascismo, Mussolini quis imitar o Hitler na perseguição dos judeus e tive que me ocultar por um tempo. Mas não deixei de investigar: tinha meu laboratório em meu quarto...E descobri a apoptose, que é a morte programada das células!

Por que tem uma alta porcentagem de judeus entre cientistas e intelectuais?

- A exclusão estimula entre os judeus os trabalhos intelectivos e intelectuais: podem proibir tudo, mas não que pensem! E é verdade que há muitos judeus entre os prêmios Nobel...

Como se explica a loucura nazista?

- Hitler e Mussolini souberam como falar ao povo, onde sempre prevalece o cérebro emocional por cima do neocortical, o intelectual. Conduziram emoções, não razões!


Isto está acontecendo agora?

- Porque você acha que em muitas escolas nos Estados Unidos é ensinado o creacionismo e não o evolucionismo?


A ideologia é emoção, é sem razão?

- A razão é filha da imperfeição. Nos invertebrados tudo está programado: são perfeitos. Nós, não E, ao sermos imperfeitos, temos recorrido à razão, aos valores éticos: discernir entre o bem e o mal é o mais alto grau da evolução darwiniana!

Você nunca se casou ou teve filhos?

- Não. Entrei no campo do sistema nervoso e fiquei tão fascinada pela sua beleza que decidi dedicar a ele todo meu tempo, minha vida!


Lograremos um dia curar o Alzheimer, o Parkinson, a demência senil?

- Curar... O que vamos lograr será frear, atrasar, minimizar todas essas enfermidades.

Qual é hoje seu grande sonho?

- Que um dia logremos utilizar ao máximo a capacidade cognitiva de nossos cérebros.

Quando deixou de sentir se feia?

- Ainda estou consciente de minhas limitações!

O que tem sido o melhor da sua vida?

-Ajudar aos demais.

O que você faria hoje se tivesse 20 anos?

-Mas eu estou fazendo!!!!

domingo, 28 de outubro de 2007


As mãos da minha mãe.

sábado, 27 de outubro de 2007

uma semana de cão e um dia de matilha


Passei esta semana como sendo a "semana do cão". Teve aquele acidente com o Túnel, um acidente mais que previsível. Passava todos os dias por ele, olhava aquela encosta mal conservada e sabia que um dia aquilo cairia, pois caiu. E o transtorno que causou à milhares de pessoas é algo incalculável. Eu estou entre esses milhares. Na quinta feira, quando fui trabalhar, saí uma hora mais cedo, e no retorno gastei duas horas a mais. Quando saí da loja no final do dia vi que o trânsito não andava, mas assim mesmo fui pegar o carro na garagem, o Antonio e mais um empregado viriam comigo; assim que saí da garagem e entrei na rua já não consegui sair do lugar estando o sinal de trânsito aberto (verde), o sinal fechou (vermelho) e eu lá. Falei pro Antonio: 'se o sinal abrir novamente e eu não andar mais que 5 metros eu tou fora, volto com o carro pra garagem e espero, se vcs quiserem ir embora fiquem à vontade', eles desceram, caminharam debaixo de chuvas por 30 minutos até a estação do metrô e de lá vieram para a Tijuca. Eu voltei pra garagem, disse ao porteiro: "vou encostar o carro na vaga e dormir um pouco, depois, quando tudo passar eu vou embora". Foi o que fiz. A garagem é subterrânea, não ouvia as buzinas neuróticas. Estava exausta. Dormi por mais de duas horas. Acordei e vim embora, o trânsito estava menos pesado, mesmo assim levei mais de uma hora pra chegar em casa (com o desvio do túnel preciso dar uma volta bemmmmm longa). Enfim, saí de casa as 7 horas da manhã e voltei as 22:30. Mas isso ainda não acabou; o túnel ainda não foi desobstruído apesar da retirada de 200 caminhões de terra, lama, lixo e não-sei-mais-o-quê.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

chuvas e mais chuvas

Caraca, como chove! Tantos dias de seca, todo mundo com a garganta ruim, poluição a mil. A chuva sempre é bem vinda, mas não precisava ser tannnto. Atrapalhou a vida de todo mundo. Bom, a minha na verdade até ajudou (ai, que culpa por esse pequeno egoísmo). Eu tinha que ir no Saara, preciso terminar umas compras pra finalizar os brindes de final e ano da loja. Do jeito que ficou o trânsito nem pensar em sair do meu Lar Doce Lar. Abri a máquina de costura, fiz uma bolsa, vou fotografá-la e postar aqui. Li um pouco, mexi no armário-tem-tudo e achei o que julgava perdido; uma tela de silk com a logo da loja. Descansei também. Amanhã enfrento o trânsito. Preciso sair cedo de casa. O túnel continuará interditado, certamente.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Dia 10 deste mês - 10/10 - fiz aniversário. Deveria estar escrevendo a minha lista de intenções para os meus próximos anos. Pretendo escrever hoje ainda. Horas atrás, respondendo a uma mensagem do meu cunhado: "Sempre que começa um ano novo em minha vida eu fico com vontade de fazer a minha "Lista de Intenções", mas agora ela sai porque o processo já começou faz um tempinho, está bem engrenado, bem alinhavado, sinto-me em condições de viabilizá-lo neste atual momento que estou vivendo."

"você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você".
Shakespeare

"Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião, quantas vezes eu quisesse."
Friedrich Nietzsche

domingo, 9 de setembro de 2007

Ipanema em manhã de setembro

manhã, tão bonita manhã

Manhã tão bonita manhã.... foi hoje, dia 9 de setembro. Acordei e pensei: "esta manhã é minha", deixei todos dormindo, deixei um aviso no quadro dizendo que fui passear. Caminhei na calçada de Ipanema até o Leblon, estava tão gostoso, aquele início de primavera também entrou em meu coração. Fiz um monte de fotos. Depois fui na feira Hippie da Praça General Ozório em Ipanema. Essa é do meu tempo, desde os anos 70 que funciona na mesma praça e ninguém cansa dela.