segunda-feira, 30 de abril de 2007

Um quadro


No final do ano de 1998 minha mãe estava fazendo tratamento de saúde com um médico lá na Ataufo de Paiva, Leblon. Enquanto ela era atendida eu ficava lendo na ante-sala. Dificilmente eu me concentrava na leitura, não conseguia, a minha atenção era sempre desviada para um quando que havia na decoração. Gostava do movimento da pintura.

domingo, 29 de abril de 2007

sábado, 28 de abril de 2007

Os novos vizinhos

O casarão era imenso. Imagino que no início era só uma casinha, depois emendaram umas tábuas e mais um cômodo foi acrescentado. E assim, crescendo de cômodo em cômodo ele virou um casarão tão grande que dobrava a esquina. Quando não tinha mais como crescer para os lados -- todo o terreno foi tomado -- começaram a construir no sótão. Pronto, virou um casarão estilo sobrado. Sua madeira nunca viu tinta. A madeira envelhecida era da cor cinza. Janelas pequenas, sempre fechadas. Eu olhava de longe, relativamente longe, e tinha a impressão de que iria cair, mas sabia que não cairia porque se sustentava por si só, feito dois bêbados que se equilibram um segurando no outro. Nele moravam gente estranhas.

Dois anos depois que havíamos mudado para esta cidade os moradores do casarão foram trocados.

Assim ficamos conhecendo a família Severino. Esta família entrou definitivamente em nossas vidas. Os laços de amizade foram tão fortemente entrelaçados que continua através das novas gerações até os dias de hoje.

Vicente Severino e sua mulher Gercina tinham dois filhos: Vilmo e Lúcia.
Vilmo era um jovem de 26 anos. Muito bonito e educado. Era taxista. Todo taxista tinha um apelido, e o seu era Coração. Eu, nos meus 13 anos de pré-adolescente o achava um deus, um presente dos céus para eu poder sonhar os meus sonhos de menina-moça.

Lúcia era uma jovem adolescente de uns 17 ou 18 anos. De aparência delicada, quase frágil, olhos grandes, sempre calada, tímida. Não tinha o hábito de sair a rua. Raramente eu a via. Eu tinha vontade de fazer amizade com ela. Talvez pelo fato de ser mais nova que ela eu ficava imaginando se ficaria bonita como ela quando tivesse a sua idade.

Ao contrário da filha, sua mãe, Dona Gercina era extrovertida, comunicativa. Logo fez amizade com a vizinhança toda. Era tipo mãezona, entrava mesmo. Era a que socorria todo mundo, sempre tinha um chá pra uma dor, um outro pr'aquela outra. Estava sempre presente. Muito prestativa, mas ai de quem não 'rezasse' na sua cartilha!!!! Ela se impunha mesmo, não aceitava ser contrariada. Minha mãe foi 'adotada' por ela. Brigavam, mas se amavam.

Dona Gercina tinha horror a 'nomes feios'. Nomes feios para ela eram palavras como: diabo, demônio, azar, desgraçado... e afins. Quando ouvia um desses nomes ela se benzia e dizia: Pai, Filho e Espírito Santo. E pedia encarecidamente ao 'pecador' que não repetisse mais isso. Era uma mulher corajosa mas tinha um medo medonho de nome feio.

Médico era outro 'palavrão' que ela não queria ouvir nem brincando. Dizia que não confiava em médicos. O ocultismo era muito bem aceito por ela. Acreditava que o espiritismo curava tudo. Quando o seu marido adoeceu, já velho, ela o tratou com chás de ervas e benzimentos.

Quando o meu irmão caçula, Mário Cesar, nasceu, a família Severino foi toda mobilizada. Todos ajudaram. A Dona Gercina sentiu-se avó mais uma vez. Minha mãe queria que o Vilmo e a Lucia fossem os padrinhos dele. Mas o seu desejo foi atropelado por uma outra vizinha que se auto promoveu, juntamente com o seu marido, os padrinhos do menino. Assim, o Vilmo virou padrinho de crisma do Cesar.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Curves X Exercícios

Hoje, pela primeira vêz na minha vida, entrei em uma academia para fazer exercícios físicos.
Falarei mais sobre isso adiante. Curves.

domingo, 15 de abril de 2007

projetos, metas a seguir


O meu grupo virtual fez uma brincadeira de cada uma de nós escrever as nossas metas para o futuro, eis as minhas:

01) Fazer uma viagem turística de navio, tipo cruzeiro;
02) Conhecer todo o nordeste brasileiro, para o sul eu conheço desde o Rio até a Patagônia;
03) Conhecer Portugal, o país inteiro;
04) Poder comer o que eu gosto sem engordar;
05) Morar no verão em um pequeno Aptº no Arpoador pra ver o por-do-sol diariamente da pedra;
06) Morar no inverno em uma pequena casa em Nova Friburgo com um imenso jardim (já tive casa lá);
07) Fazer mais artesanato;
08) Ficar hospedada uma semana no Nannai Beach Resort (fresca eu);
09) Ler todos os livros que comprei e que estão empilhados me olhando e cobrando;
10) Ver todos os DVDs que comprei, ganhei e ainda não vi;
11) Fazer uma outra viagem com a minha mãe, já fizemos uma só nós duas;
12) Fechar um Hotel Fazenda só para reunir todos os meus amigos por, no mínimo, uma semana;
13) Ter um dia a cada semana só meu, pra fazer o que quiser, tentei mas ainda não consegui;
14) Que quando os meus netos nascerem o mundo esteja melhor (esse é um desejo primordial e, talvez, utópico);
15) Escrever a minha história, nem que seja só para eu ler;
16) Que a minha gata Isolda fique curada;
17) Que a nossa polícia consiga separar o joio do trigo e só fiquem os bons para que não tenhamos medo dela;
18) Que os políticos sumam do mapa. Sem deputados, senadores, vereados e outros parasitas;
19) Que as leis sejam votadas por cidadãos comuns, anulando assim os "personagens" do item 18;
20) Frequentar semanalmente um grupo de estudos específicos, pode até ser cultura inútil, desde que seja off rotina

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Rio quente, Brasil torrando

O Rio de Janeiro está quente. Quente em todos os sentidos. Voltar pra casa depois do trabalho é sempre uma benção. Difícil é durante esse trajeto ouvir no rádio a notícia de que a PF prendeu não-sei-quantos da máfia dos jogos ilegais e, dentre os quantos tinha delegado da PF, desembargador, advogado, contraventor, empresario, servidor público... o dinheiro é tanto que uma tarde inteira não foi suficiente pra vários policiais contarem o montante.

Estamos sem dinheiro, o comércio tá que é uma inércia só. Mas alguém está com muiiiito dinheiro.

Nojo!

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Feriado da Páscoa


O feriado da Páscoa foi ótimo. Tivemos aqui no Rio o encontro das amigas virtuais vindas de São Paulo, Belo Horizonte e Buenos Aires, além das cariocas.