sexta-feira, 21 de março de 2008

Foto em P & B



P&B - um passado tão distante! A ponte que une aquele dia ao de hoje é longa, nela tem de tudo um pouco como deve ser uma vida movimentada; tem fases festivas, pinceladas com todas as cores, as vezes predomina o cinza, surpresas boas e más.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Paola Linda Paola




Olhem o queixo... a boquinha... o narizinho... o olhar... o perfil. É a perfeição.
Linda! Linda! Devia se chamar:
Paola Linda Paola.
Paola é produção dela

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Muito bom ter amigos

 


Minhas amiguinhas as doces Fabíola e sua filhinha Paola. Pessoinhas que vivem em meu pensamento e levam meu carinho, sempre.
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

DESEJO - Update no autor do poema

Fui informada que o autor do poema é esse aqui



Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim, Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim, Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos, Mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil, mas não insubstituível. E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante, não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente.
E que fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais. E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer. E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste. Não o ano todo, mas apenas um dia. Mas que nesse dia descubra que o riso diário é bom. O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra, com o máximo de urgência, acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato. Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal. Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja.
E acompanhe o seu crescimento, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua frente e diga "Isso é meu".
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra.
Por ele e por você, mas que se morrer, você possa chorar sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,tenha uma boa mulher, e que sendo mulher, tenha um bom homem.
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes.
E quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer, não tenho mais nada a te desejar.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Lista de intenções para 2008


1) Pretendo fazer 3 viagens dentro do Brasil. Sendo que uma delas será com a Elô e Alice (Não sei se estará na intenção da Elô). A outra com a minha mãe para Ilhéus e nos hospedarmos neste hotel http://www.ladolcevita.com.br/index.php (já estive lá). E a outra será encontrar com as meninas paulistas. Ainda se possível ir a Baires ver a Cris e dar boas risadas com ela.

2) Emagrecer mais uns 3 quilos.

3) Ler pelo menos uns 4 livros. Este ano li só 2. Vergonha, mas não tive tempo.

4) Ver a minha mãe totalmente fora da depressão que a castiga. Daí o desejo de viajar com ela, quando ela estiver boa.

5) Trabalhar menos, me dedicar mais a coisas que nos últimos anos foram deixadas de lado por motivos alheios a minha vontade.

6) Aprender a tocar órgão, já pedi um e o Papai Noel disse pra eu comprar que ele paga. Como Papai Noel não existe, então, já viu que quem paga sou eu, né?

7) Continuar achando que a vida é mais bela agora do que quando eu tinha a metade dela e muitas dúvidas a serem resolvidas e eu não via solução.

8) Criar coragem e dar uma 'suavizada' nas marcas do tempo na minha cara. Mas ainda não decidi se quero isso mesmo ou não.

9) Tentar ser mais tolerante com os intoleráveis.

10) Fazer a minha loja crescer ainda mais.

domingo, 25 de novembro de 2007

Exemplo de vida


Este é um espaço meu, onde falo de mim e de coisas e/ou pessoas que gosto e que de uma maneira ou outra fizeram ou fazem parte da minha vida. Algumas dessas pessoas eu não quero esquecer. Outras foram ou são exemplos para mim. Tem aquelas cuja vida é pública e são igualmente admiradas por mim, seja por suas idéias ou por suas ações, mesmo sem as conhecer e sem a mínima possibilidade de um dia conhece-las pessoalmente.

Vou publicar aqui um artigo que recebi da minha amiga Beate (Obrigada, Bia) e que me deixou encantada. Em anexo a foto da médica investigadora.

Rita Levi-Montalcini (Médica e investigadora italiana)

1909-


Médica e investigadora italiana. Não são muitas as mulheres que já receberam o Prêmio Nobel da Medicina, mas, para lá desse prestigiado prêmio, toda a vida de Rita Levi-Montalcini é recheada de interesse. Nasceu em Turim, numa família judia, em 1909 e teve uma irmã gêmea. Rita e os outros três irmãos tiveram uma infância feliz. Rita cresceu, estudou e foi para um colégio, com a irmã. Paula enveredou pela carreira artística, a irmã mais velha Nina, casou e foi dona de casa a tempo inteiro e Rita refugiou-se na leitura. Leu Virginia Woolf e Selma Lagerlöf. Freqüentou a Universidade de Turim seis anos. Mais tarde recordaria a sensação estranha que teve à primeira vez que entrou num Instituto de Anatomia. Havia mais cinco alunas no seu curso. Rita tinha de estudar os cadáveres e perscrutar os tecidos através do microscópio. Levou o seu curso de Medicina muito a sério e depois optou pela investigação. Pesquisou as células e suas mutações, bem como os nervos sensoriais. De 1945 a 1947 foi assistente do Prof. Levi, em 1947 partiu para Washington para a Universidade de Saint Louis, onde passou grande parte da sua vida de investigadora. Continuando os estudos sobre o sistema nervoso chegou à descoberta de uma proteína que regula o crescimento dos tecidos, a que foi dado o nome de Nerve Grrowth Factor (NGF). Em 1986 recebeu o Prêmio Nobel da Fisiologia e Medicina, partilhado com Cohen. É uma nonagenária particularmente bonita e manteve uma vida familiar paralela à investigação. Deixou várias obras da especialidade, a última na área da neurologia. Em 1999 ainda estava ativa e Roma organizou um simpósio científico na passagem dos 90 anos. Tem dupla nacionalidade. Italiana e norte-americana. A contribuição de Rita Levi-Montalcini no campo da neurociência é assinalável. É presidente honorária da Associação Italiana de Esclerose Múltipla.


Dra. Rita Levi, tem 96 anos e recebeu o Prêmio Nobel de Medicina há 19 anos, quando tinha 77. Ela nasceu em Turín, Itália em 1909 e obteve o titulo de Medicina na especialidade de Neurocirurgia. Por causa de sua ascendência judia se viu obrigada a deixar a Itália um pouco antes do começo da II Guerra Mundial. Emigrou para os Estados Unidos onde trabalhou no Laboratório Victor Hambueger do Instituto de Zoologia da Universidade de Washington de Saint Louis. Seus trabalhos junto com Stanley Cohen serviram para descobrir que as células solo começam a se reproduzir quando recebem a ordem para isso, ordem que é transmitida por umas substâncias chamadas fatores do crescimento. Obteve o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina no ano 1986, que compartilhou com Stanley Cohen. Entrevista concedida em 22/12/2005:

Como vai celebrar seus 100 anos?

-Ah, não sei se viverei até lá, e, além disso, não gosto de celebrações. No que eu estou interessada e gosto é do que faço cada dia!

E o que você faz?

-Trabalho para dar uma bolsa de estudos para as meninas africanas para que estudem e prosperem... elas e seus países. E continuo investigando, continuo pensando.

Não vai se aposentar?

-Jamais! Aposentar-se é destruir cérebros! Muita gente se aposenta e se abandona... E isso mata seu cérebro. E adoece.

E como está seu cérebro?

-Igual a quando tinha 20 anos! Não noto diferença no que se refere à capacidade de ter ilusões nem em capacidade propriamente. Amanhã vôo para um congresso médico.

Mas terá algum limite genético?

- Não. Meu cérebro vai ter um século..., mas não conhece a senilidade! O corpo se enruga, não posso evitar, mas não o cérebro!

Como você faz isso?

> - Possuímos grande plasticidade neural: ainda quando morrem neurônios, os que restam se reorganizam para manter as mesmas funções, mas para isso é conveniente estimulá-los!

Ajude-me a fazê-lo.

-Mantenha seu cérebro com ilusões, ativo, faça-o trabalhar e ele nunca se degenera.

E viverei mais anos?

-Viverá melhor os anos que vive, é isso o interessante. A chave é manter curiosidades, empenho, ter paixões...

A sua foi a investigação cientifica...

-Sim e segue sendo.

Descobriu como crescem e se renovam as células do sistema nervoso...

-Sim, em 1942: dei o nome de Nerve Growth Factor (NGF, fator do crescimento nervoso), e durante quase meio século houve dúvidas, até que foi reconhecida sua validade e em 1986 me deram o prêmio por isso.

Como foi que uma garota italiana dos anos vinte converteu-se em neurocientista?

-Desde menina tive o empenho de estudar. Meu pai queria me casar bem, que fosse uma boa esposa, boa mãe... E eu não quis. Fui firme e confessei que queria estudar.

Seu pai ficou magoado?

Sim, mas eu não tive uma infância feliz: sentia-me feia, tonta e pouca coisa... Meus irmãos maiores eram muito brilhantes e eu me sentia tão inferior...

Vejo que isso foi um estímulo...

- Meu estímulo foi também o exemplo do médico Albert Schweitzer, que estava na África para ajudar com a lepra. Desejava ajudar aos que sofrem, isso era meu grande sonho...!

E você, o que tem feito com sua ciência?

- Hoje, ajudando as meninas da África para que estudem. Lutamos contra a enfermidade, a opressão da mulher nos paises islâmicos, por exemplo, além de outras coisas...!

A religião freia o desenvolvimento cognitivo?

-A religião marginaliza muitas vezes a mulher perante o homem, afastando-a do desenvolvimento cognitivo, mas algumas religiões estão tentando corrigir essa posição.

Existem diferencias entre os cérebros do homem e da mulher?

- Só nas funções cerebrais relacionadas com as emoções, vinculadas ao sistema endócrino. Mas quanto às funções cognitivas, não tem diferença alguma.

Por que ainda existem poucas cientistas?

- Não é assim! Muitos descobrimentos científicos atribuídos a homens, realmente foram feitos por suas irmãs, esposas e filhas.

É verdade?

- A inteligência feminina não era admitida e era deixada na sombra. Hoje, felizmente, tem mais mulheres que homens na investigação cientifica: as herdeiras de Hipatia!

A sábia Alexandrina do século IV...

- Já não vamos acabar assassinadas nas ruas pelos monges cristãos misóginos, como ela. Claro, o mundo tem melhorado algo...

Ninguém tem tentado assassinar você...

- Durante o fascismo, Mussolini quis imitar o Hitler na perseguição dos judeus e tive que me ocultar por um tempo. Mas não deixei de investigar: tinha meu laboratório em meu quarto...E descobri a apoptose, que é a morte programada das células!

Por que tem uma alta porcentagem de judeus entre cientistas e intelectuais?

- A exclusão estimula entre os judeus os trabalhos intelectivos e intelectuais: podem proibir tudo, mas não que pensem! E é verdade que há muitos judeus entre os prêmios Nobel...

Como se explica a loucura nazista?

- Hitler e Mussolini souberam como falar ao povo, onde sempre prevalece o cérebro emocional por cima do neocortical, o intelectual. Conduziram emoções, não razões!


Isto está acontecendo agora?

- Porque você acha que em muitas escolas nos Estados Unidos é ensinado o creacionismo e não o evolucionismo?


A ideologia é emoção, é sem razão?

- A razão é filha da imperfeição. Nos invertebrados tudo está programado: são perfeitos. Nós, não E, ao sermos imperfeitos, temos recorrido à razão, aos valores éticos: discernir entre o bem e o mal é o mais alto grau da evolução darwiniana!

Você nunca se casou ou teve filhos?

- Não. Entrei no campo do sistema nervoso e fiquei tão fascinada pela sua beleza que decidi dedicar a ele todo meu tempo, minha vida!


Lograremos um dia curar o Alzheimer, o Parkinson, a demência senil?

- Curar... O que vamos lograr será frear, atrasar, minimizar todas essas enfermidades.

Qual é hoje seu grande sonho?

- Que um dia logremos utilizar ao máximo a capacidade cognitiva de nossos cérebros.

Quando deixou de sentir se feia?

- Ainda estou consciente de minhas limitações!

O que tem sido o melhor da sua vida?

-Ajudar aos demais.

O que você faria hoje se tivesse 20 anos?

-Mas eu estou fazendo!!!!

domingo, 28 de outubro de 2007


As mãos da minha mãe.